Localizado em Catanduva, no interior do Estado de São Paulo, o Engenho Santo Mario foi fundado em 1983 como fruto de um antigo sonho de Mario Seghese, filho de imigrantes italianos (1929-2011).
Carinhosamente chamado pelos clientes de "Seo Mario", e até mesmo "Santo Mario", o patriarca da família Seghese nasceu em Piracicaba (SP), em uma família humilde de imigrantes vindos de Bérgamo, região da Lombardia, norte da Itália, cujo sustento era extraído da roça de cana-de-açúcar em fazendas do interior paulista.
Mario e seu irmão Alberto, desde rapazes, eram obstinados em produzir uma cachaça de qualidade que se equiparasse aos melhores destilados do mundo. Nas madrugadas, antes de partirem para a roça, saíam juntos para apanhar a cana que caía dos caminhões rumo ao Engenho Central de Piracicaba e processá-la em uma pequena moenda improvisada no quintal de casa, construída com peças abandonadas e reunidas ao longo de meses.
Anos mais tarde, Mario muda-se com a família para a Fazenda Santo Mario, em Catanduva (SP), trazendo consigo o antigo sonho de um dia montar seu próprio engenho de cachaça. O nome da propriedade prestava homenagem de seu anterior titular, Dr. Mário Dedini, ao santo do qual era devoto.
Com o passar dos anos, o local tornou-se sucesso regional de público e crítica. Atualmente, a família Seghese já se encontra na quarta geração à frente do alambique e o Engenho Santo Mario conta, hoje, próximo de completar 30 anos de tradição.
A cachaça Santo Mario Prata é armazenada por período não superior a 1 ano em tonéis de amendoim, madeira nobre brasileira que não interfere na cor da bebida.
Sua aparência é cristalina e transparente, com viscosidade adequada e aroma frutado da cana-de-açúcar.
É leve, com sabor suave e acidez equilibrada.
Graduação alcoólica: 40% vol.
Muito boa na harmonia geral, especialmente quando consumida gelada. Ideal para caipirinhas e na composição de pratos salgados e doces.
As cachaças Santo Mario Prata e Ouro são destiladas em alambique de cobre em produção de pequena escala, o que garante sua pureza e o controle da qualidade.
A cana-de-açúcar, de variedade especial para a cachaça de alambique, é cultivada na própria fazenda com o uso de técnica não-impactante ao solo. Cortada manualmente e despalhada na roça, segue crua para moagem no mesmo dia. O processo de fermentação é natural, com levedura da própria cana colhida na fazenda, adicionado fubá de milho cultivado no local.
A caldeira que aquece o alambique é alimentada pelo bagaço da própria cana, descartando-se o uso de madeira agressivo às matas da região.
O armazenamento em tonéis e barris de madeira nobre é fundamental para realçar as características sensoriais da cachaça de alambique.