

O Cravinho funciona no Terreiro de Jesus desde o início dos anos 1980 e se tornou um endereço associado às festas, à circulação noturna e à vida cotidiana do Pelourinho. O nome da casa vem de sua bebida mais conhecida: uma infusão de cachaça com cravo, mel e limão, servida em pequenas doses e difundida também nas festas de largo de Salvador.
A casa tem quatro ambientes internos montados como uma taberna. Madeiras como pau-d’arco, massaranduba e gonçalo-alves aparecem em balcões, paredes e mobiliário. Atrás do balcão, barris identificados por sabor organizam as bebidas e dão ao salão sua imagem mais característica. Uma pequena loja completa o conjunto, sem substituir o uso principal de bar e restaurante.
O repertório passa de vinte infusões. Além do cravinho, aparecem combinações de cachaça com canela, mel e limão e a versão com casca de jatobá. A permanência dessas receitas fez da casa uma referência local para entender um modo popular de aromatizar e servir cachaça, anterior ao vocabulário contemporâneo da coquetelaria autoral. O sabor das especiarias e do mel torna a bebida fácil de beber, embora sua base alcoólica permaneça presente.
A cozinha acompanha as doses com pratos e petiscos de bar. Moela de frango, moqueca de caviar baiano, filé aperitivo, isca de peixe e bolinho de bacalhau estão entre os preparos ligados à trajetória do endereço. Em 2026, O Cravinho também passou a integrar o circuito do Salvador Cocktail Festival. Sua presença aproxima o evento de uma tradição de balcão formada no próprio Centro Histórico, na qual a cachaça de infusão ocupa o centro da experiência.
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