

O Preta Tira Chapéu ocupa o térreo do Palacete Tira Chapéu, edifício histórico restaurado na Rua Chile. Aberta em novembro de 2024, a unidade leva ao Centro Histórico uma trajetória iniciada por Angeluci Figueiredo, a Preta, em 2011, na Ilha de Maré. A marca também mantém endereços na Ilha dos Frades e no Museu de Arte Contemporânea da Bahia. No Palacete, Angeluci divide o comando com o filho, Chico Marrara.
A cozinha autoral parte do mar e de ingredientes presentes na história da chef, como banana-da-terra, tapioca, coco e requeijão de corte de Amargosa. Frutos do mar, moquecas, bobó e preparos na brasa dividem espaço com receitas de referência afetiva. No cardápio criado para este endereço, nomes como Mulher de Roxo, Slopper, A Moda e Duas Américas recuperam personagens, magazines e boutiques que marcaram a Rua Chile.
O salão de até 80 lugares mantém à vista partes recuperadas do edifício, como o piso de ladrilho hidráulico, e combina luz natural, plantas e paredes azul-marinho. Obras de Iuri Sarmento, Sergio Rabinovitz e da própria Angeluci, que também é fotógrafa e artista visual, aproximam o ambiente da linguagem presente nas outras casas do Preta. À noite, a iluminação por velas muda a atmosfera sem separar o restaurante da arquitetura do Palacete.
A coquetelaria integra o serviço e já apresentou criações com frutas locais, como a caipirinha de siriguela, além de uma seleção de vinhos brasileiros. O Preta também participa do Salvador Cocktail Festival, ao lado do Pala7, outro restaurante do Palacete, com cozinha e gestão próprias. Não foi localizada uma carta vigente que permita atribuir à casa uma seleção permanente de cachaças.
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