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Caña

Alambique,

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Foi em um jantar com amigos em Nova York que, entre um assunto e outro, Guilherme Junqueira e Nick Walker resolveram apresentar aos locais a bebida mais brasileira de todas: a cachaça. A tarefa, entretanto, não foi fácil: mesmo na mais cosmopolita capital do mundo, a dupla não conseguia encontrar uma cachaça que, segundo eles, daria orgulho de apresentar. Foi então que, seguindo o conselho de um amigo que havia investido em uma marca de Mescal, o designer e o consultor financeiro, respectivamente, deram início ao desenvolvimento de sua própria marca de cachaça tipo exportação.

De volta ao Brasil, Guilherme visitou várias das 35 mil destilarias do país, principalmente no Rio de Janeiro, São Paulo e Minas Gerais, a terra da cachaça. Por fim, escolheu a Fazenda Soledade, em Nova Friburgo, para desenvolver seu destilado. A Soledade foi a única destilaria que aceitou desenvolver um blend do zero em parceria conosco, explicou Junqueira, que passou oito meses experimentando diferentes combinações de cachaças de diversas regiões do Brasil.

Assim como os vinhos, as cachaças têm uma identidade terroir. Uma cachaça do norte de Minas é muito diferente de uma do Rio ou de São Paulo, conta Walker, que acompanhou Guilherme nos oito meses de testes em busca da receita perfeita – que inclui ainda uma filtragem em carvão de casca de coco. Com a ajuda do Vicente, da Soledade, misturamos diferentes terroirs e chegamos a um blend versátil e único no mercado, que, após a filtragem, adquire notas cítricas e um acabamento suave e arredondado.

Mas para competir no mercado internacional, dominado por grandes empresas, a dupla sabia que ter apenas uma receita única não era suficiente. Era necessário também uma marca que expressasse a diversidade e a elegância do Brasil, fugindo da caricatura que os estrangeiros têm de nós. Queríamos transmitir sensações com a nossa cachaça: a tropicalidade, a brisa, o sol do Brasil… Tudo isso é muito difícil de explicar. Mas visualmente, é possível, conta Junqueira, que apostou em editoriais fotográficos com artistas criativos do Rio, como o fotógrafo Demian Jacob, e em uma experiência digital cuidadosamente elaborada para criar toda essa atmosfera para a marca.

Logo após seu lançamento nos EUA, em dezembro de 2019, a Cãna enfrentou a pandemia. O infortúnio obrigou os sócios a revisarem os planos iniciais de distribuição e crescimento, mas não os impediu de colherem alguns ótimos resultados: já em 2020, a cachaça ganhou medalha de ouro no San Francisco Spirit Awards (o Oscar dos destilados) e no Bartender Spirit Awards. Com essas conquistas, eles esperam crescer não apenas no exterior, mas também no Brasil, onde as marcas nacionais ainda lutam pelo reconhecimento do público local.

Acho que o brasileiro prefere as marcas importadas porque, por muito tempo, não havia produtos nacionais com a mesma qualidade. Mas isso está mudando, analisa Junqueira, que aposta em uma nova era para a cachaça, em que a conquista de novos paladares vai mudando a percepção das pessoas sobre a bebida, assim como ocorreu com o gin e a tequila. Tem gente que diz que a Cãna é muito chique. Mas por que não? Queremos mostrar que a cachaça também pode ser refinada, elegante… Queremos atrair aqueles que bebem caipiroska para experimentar essa nova opção brasileira.

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