
O Guia Mapa da Cachaça é fruto de mais de uma década de viagens, pesquisas e avaliações às cegas realizadas em alambiques de todas as regiões do país. Nesta edição especial, o leitor encontra cerca de duzentas cachaças analisadas de forma criteriosa por meio das ferramentas sensoriais desenvolvidas pelo projeto — como a roda de aromas e a metodologia própria de pontuação — além de perfis detalhados dos produtores, madeiras utilizadas, técnicas de produção e as características sensoriais que fazem cada cachaça única.
Mais do que um catálogo, o Guia se torna uma porta de entrada para compreender a diversidade e a riqueza do destilado brasileiro. A obra valoriza o trabalho de quem faz a cachaça com seriedade, contexto e identidade, trazendo histórias, regiões, processos e referências que ajudam o leitor a navegar com segurança por este universo. É leitura indispensável tanto para iniciantes curiosos quanto para entusiastas e profissionais que buscam aprofundamento técnico e cultural.

O livro Da Botica ao Boteco: Plantas, Garrafadas e a Coquetelaria Brasileira, de Néli Pereira, mergulha na tradição das garrafadas e na força das plantas brasileiras para iluminar a base da coquetelaria nacional. Resultado de anos de pesquisa com benzedeiras, raizeiras e mestres da cultura popular, a obra revela ingredientes como catuaba, carqueja, milome e tantas outras plantas que fazem parte da memória afetiva e medicinal do país, mostrando como eles podem dialogar com técnicas modernas de bar e com a criatividade do bartender contemporâneo.
A autora costura história, ciência e cultura popular com um repertório de receitas que valoriza o território, a ancestralidade e a biodiversidade brasileira. Néli apresenta caminhos práticos para trabalhar com infusões, xaropes e garrafadas, sempre com respeito às tradições e ao conhecimento que as originou. O resultado é um livro inspirador para quem deseja explorar a coquetelaria com identidade própria, entendendo que a brasilidade nasce tanto do saber antigo quanto da experimentação responsável.
O livro do Tibério reúne conhecimento técnico sólido com a vivência de quem atua diariamente no setor. Tibério — que também é professor de coquetelaria no Senac Campinas — organiza o conteúdo de forma clara e didática, abordando desde os princípios de operação de bar e técnicas de preparo até a compreensão das bebidas-base, guarnições e categorias de coquetéis. É uma obra construída a partir da prática, com atenção tanto à execução quanto ao entendimento dos fundamentos.
O autor apresenta os coquetéis clássicos, suas histórias e a lógica por trás de cada construção, além de introduzir tendências contemporâneas e interpretações que expandem o repertório profissional. O livro funciona como referência segura para estudantes, bartenders iniciantes e profissionais que desejam aprimorar método, serviço e visão de mercado — sempre com o olhar de quem ensina, pratica e vive a coquetelaria no dia a dia.
Com gravuras, mapas, fotos e uma coletânea de rótulos, os textos apontam a trajetória da cachaça desde o seu início, nos canaviais e engenhos brasileiros do século XVI. O livro aborda ainda o processo de fabricação sem tecnicidades tediosas e leva o leitor a conhecer diferentes tipos de cachaça e alambiques, as regiões produtoras, a presença da bebida nas mesas humildes e nas sofisticadas, a utilização da cachaça na gastronomia e no preparo de aperitivos e, ainda, faz uma comparação de caráter científico, entre as bebidas destiladas fabricadas no mundo e a tradicional cachaça.
Praticamente todo o território do Brasil se encontra no trecho mais adequado para o cultivo da cana-de-açúcar, situado entre o trópico de Câncer, no Hemisfério Norte, e o trópico de Capricórnio, no Hemisfério Sul. Essa condição privilegiada beneficia grandemente nossa produção de açúcar, garantindo que ocupemos uma posição de destaque entre os principais produtores de bebidas destiladas internacionalmente.

No segmento de cachaças, Jairo Martins é reconhecido como autor, consultor e conferencista. Em seu livro, ele explora os diversos caminhos da história da cana-de-açúcar, que culminam na produção de uma das bebidas mais valorizadas tanto no Brasil quanto no resto do mundo.
Ao explorar os diversos aspectos culturais relacionados ao consumo da cachaça, como sua representação artística, influência nas expressões populares e participação em rituais religiosos, o autor apresenta-nos uma visão abrangente sobre os processos de produção, variedades e estilos dessa bebida icônica, além de destacar as principais regiões responsáveis pela sua fabricação. O livro Cachaça: história, gastronomia e turismo, lançamento do Senac São Paulo, é indispensável para todos que desejam mergulhar no universo da cachaça e desvendar suas possibilidades inovadoras não apenas para os setores produtivos, mas também para o turismo e a gastronomia.

O livro narra a trajetória de êxito da renomada e icônica marca de cachaça artesanal do Brasil, denominada ‘Havana – Anísio Santiago’. Originária de Salinas, região norte de Minas Gerais, desde os anos 40, quando era produzida pelo visionário Anísio Santiago (1912-2002), e hoje pelos seus herdeiros, esta marca consolidou-se como uma verdadeira lenda nacional.
A cachaça de Salinas, por sua qualidade, história e fama acumuladas ao longo de mais de 60 anos, é considerada um tesouro cultural imaterial da região. Além de explorar a cachaça em si, o livro também apresenta informações importantes sobre a economia, cultura e história da bebida tanto no Brasil quanto especificamente em Minas Gerais e Salinas. Complementando o conteúdo, há um glossário para que o leitor possa desvendar os segredos da alquimia envolvida nesse mundo fascinante.
O folclorista Luís da Câmara Cascudo realizou uma investigação minuciosa, utilizando uma variedade de objetos, documentos e fontes. O autor nos leva em uma jornada histórica para apresentar aos estudiosos e interessados um estudo detalhado sobre a etnologia, história e sociologia da cachaça, também conhecida como a bebida passarinho não bebe.

O livro aborda diversas facetas da cultura brasileira, apresentando tanto informações históricas sobre a origem da produção de cachaça no Brasil até a introdução das primeiras mudas de cana Cayenne do Rio de Janeiro, proveniente da Guiana Francesa, e assim chamado de cana caiana. Além disso, a publicação oferece um passeio pela cultura do país, explorando como a cachaça está presente em cerimoniais variados e até mesmo seu uso nas guerras do Império.
No livro “A cachaça e outras bebidas tradicionais”, Lucas Brunozi Avelar traça um panorama das várias bebidas produzidas e consumidas no território brasileiro ao longo de sua história.

O livro sobre cachaça aborda a variedade de bebidas tradicionais, desde os fermentados indígenas até as bebidas industrializadas contemporâneas. Isso inclui a água de coco, a cajuína, a jinjibirra, o pingado, o quentão, os sucos de frutas da Amazônia, o aluá, a catuaba, as garrafadas e os licores. Além disso, Lucas Avelar explora especificamente a expansão da oferta e dos usos da cachaça, desde os primeiros alambiques implantados na América até sua incorporação na gastronomia atual. O objetivo é fornecer ao leitor uma visão abrangente das diversas opções de bebidas no Brasil, destacando a importância econômica, social e cultural da cachaça na formação do país.

Em celebração ao bicentenário da Independência do Brasil, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), desenvolveu o livro bilíngue intitulado 200 anos, 200 cachaças. Essa obra retrata a história dessa bebida destilada por meio de uma lista com 200 rótulos. O livro também traz um manual de degustação e a evolução do mercado da bebida.
O Projeto Setorial de Promoção às Exportações de Cachaça Cachaça: Taste the New, Taste Brasil, da Secretaria Especial da Cultura (Secult) e do Ministério do Turismo, apoiou essa iniciativa. Além de apresentar a história da cachaça, o livro também inclui um manual de degustação e explora a evolução do mercado dessa bebida. A elaboração do projeto contou com a contribuição de quatro especialistas: Andréia Gerk, Milton Lima, Luiz Arkhan e Jairo Martins.
O livro está disponível para download gratuito.

Esse não é um livro sobre cachaça, como já devem ter notado a bebida da vez aqui é o vinho. Em Vinho & Guerra os autores contam a história da II Guerra Mundial pela perspectiva dos produtores de vinho na França. O livro retrata as artimanhas dos franceses para esconderem milhares de garrafas de vinho dos invasores alemães.
Assim como o vinho é um tesouro nacional francês, acreditamos que a cachaça representa muito da nossa história e cultura e por isso ela deve ser tratada como um patrimônio nacional. Assim como os autores, é possível mostrar que podemos falar sobre história e identidade de um povo ao falarmos sobre ingredientes próprios da gastronomia, como o vinho é para o francês e a cachaça para o brasileiro.

Cachaça combina e muito com poesia! Em Versinhos Caipiras, Sidnei Maschio transformou suas viagens pelo sertão brasileiro em prosa gostosa. Leitura ideal para acompanhar uma boa cachacinha.
“Engraxei o sapato e fui na freguesia tirar retrato mas não sabia que o pé não aparecia na fotografia, voltei pra casa e penteei o cabelo com muito zelo, vesti o paletó, mas na gravata não acertei de dar nó e ainda fiquei com dó de sair na estrada porque ia pegar pó. Aí mandei dizer pro Benedito retratista que, mesmo que ele insista, o combinado vai ficar de lado e vou deixar o dito pelo não dito, porque eu também nem sou muito bonito.”
Sidnei Maschio
Viagem e gastronomia – duas das coisas que mais gostamos aqui no Mapa da Cachaça. O livro Expedição – Brasil Gastronômico está na nossa lista porque traz justamente essa mistura de pé na estrada e a busca por pratos e bebidas tipicamente brasileiros. O livro surgiu do projeto Expedição Brasil Gastronômico que levou uma equipe do Festival de Gastronomia de Tiradentes para documentar a diversidade dos ingredientes brasileiros. A obra traz uma identificação do que seria uma gastronomia regional – buscando caracterizar um terroir para os diferentes pratos da nossa gastronomia. Neste mapeamento, o livro traz personagens (chefs e produtores rurais), ingredientes, estilos e uma associação direta da gastronomia com cultura local. Como um bom livro de viagem e gastronomia, as belas fotos nos transportam para diversos lugares do Brasil e dão muita água na boca.

De maneira bastante didática, Alexandre Versignassi explica vários conceitos do mundo econômico. Tem dúvida sobre o que é inflação? Ou o que causa uma bolha na economia? Crash explica tudo isso de maneira simples e trazendo exemplos da história antiga e outros mais contemporâneos. Em um dos capítulos, Crash apresenta a história da moeda – que já teve como lastro o sal, a prata, o tabaco e até mesmo… a cachaça – durante o século XVII – inclusive muito valorizada como moeda de troca por escravo na África. Entender a economia brasileira é entender sobre o papel da cachaça nos primeiros séculos do Brasil Colônia – um dos primeiros produtos da nossa indústria e que teve papel importante em todos os nossos ciclos econômicos, começando pelo Ciclo do Açúcar.
Cachaça – o espírito mineiro é obra de José Lúcio Mendes – o autor é envolvido no mercado da cachaça como articulador e produtor dos principais eventos sobre o tema, como a ExpoCachaça. O livro sobre cachaça, além de informativo, apresenta muitos trechos de poesia e até mesmo uma postura política – tão importante nesse setor repleto de contradições.
Em sua obra, José Lúcio não deixa de expor sua opinião sobre impostos abusivos e o futuro incerto do pequeno produtor da cachaça de qualidade. Obras como essa nos ajudam a resgatar e valorizar a cultura, história, aromas e sabores do destilado brasileiro, além de colocar em pauta questões que merecem ser debatidas.

Os holandeses produziam uma aguardente de cana no Brasil no início do século XVII. Dai foram expulsos pelos portugueses que proibiram a produção do destilado para vender mais bagaceira, um destilado de uva importado de Portugal. Quando chegaram no Caribe, os holandeses voltaram a produzir aguardente de cana, usando a força da Companhia das Índias Ocidentais para vender e divulgar o que conhecemos hoje como rum. Apesar de mais novo, o rum é mais pop do que a cachaça graças aos empreendimentos holandeses no Cariba.
Durante todo o Brasil Holandês, vemos a influência de Nassau no nordeste brasileiro e como tinha uma visão tão diferente daquela praticada pelos portugueses: na economia, no urbanismo, nas relações sociais, na preservação da fauna e flora brasileira e no futuro da aguardente de cana.

Com prefácio de Fernando Henrique Cardoso, textos do sommelier Manoel Beato e fotos de Araquém Alcântara, “Cachaça” é livro indispensável nas prateleiras dos amantes da bendita. Esse livro sobre cachaça é dividido em duas partes, na primeira, Beato conta suas impressões sobre o mundo da cachaça, mostrando sua rica bagagem cultural e nos conduzindo pelo universo da cachaça, sem muito aprofundamento, mas com uma visão de quem conhece muito sobre o mundo das bebidas alcoólicas. Na segunda parte, estão as fotos de Alcântara, trabalhando bastante com o p&b e retratando da produção ao consumo da bebida.
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