Dourado, límpida e brilhante.
Perfil floral e levemente amendoado, com um fundo vegetal.
Encorpada e marcadamente doce, de boa presença.
Muito doce, com o amendoado da madeira e um conjunto que conserva personalidade.
Doce e persistente; uma acidez maior lhe daria mais brilho.
Harmoniza com doces de leite e sobremesas; vai bem com queijos de pasta firme.
Uma das melhores cachaças envelhecidas em madeira brasileira ou exótica do Festival de Jandaia do Sul 2026
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A Famigerada Imburana passa 12 meses em um barril único de imburana que antes maturou uma Russian Imperial Stout — do meu conhecimento, é a primeira cachaça que passou por um barril ex-cerveja. Fermentada com levedura selvagem e destilada em alambique de cobre, é mais uma boa cachaça de Haroldo Narciso.
Ela entrega no visual um dourado alaranjado e lágrimas moderadas.
No aroma, aparecem cereja, mel, coco e baru, acompanhada por toques florais e aquela lembrança de bala de caramelo. Em boca, apresenta corpo moderado com uma picância alta, e bem-vinda. O paladar confirma o que o nariz sugere: caramelo, bala de canela (aquelas redondinhas da minha infância), cereja, notas de castanhas e um sutil caráter fermentado, da base branca.
O retrogosto é longo, complexo, marcado por uma percepção de tosta (contribuição da cerveja), pela especiaria da canela e por uma sensação picante persistente e agradável.
Gosto dessa imburana justamente por ser diferente: ela não traz a doçura floral excessiva que muitas vezes cansa na madeira; oferece uma experiência equilibrada, sem exageros. Também costumo levá-la para meus eventos pelo valor didático — o rótulo, com design direto e um contrarrótulo bastante descritivo, explica de forma clara as diferenças entre imburana, amburana e umburana. No sensorial, chama atenção pelo ineditismo da contribuição do barril que antes envelheceu uma RIS, acrescentando camadas pouco comuns a esse perfil de madeira. É uma verdadeira aula engarrafada, que dialoga com o que aprofundo em um artigo no Mapa da Cachaça.

Um envelhecimento em jequitibá de perfil leve e direto: a madeira transferiu pouca cor e estrutura, preservando a base de cana. Mais à vontade em drinks longos e refrescantes do que pura.

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Uma das melhores envelhecidas em madeira brasileira ou exótica do Festival de Jandaia do Sul 2026, e uma cachaça de personalidade. A amburana entrega muito dulçor e corpo, num perfil floral e levemente amendoado — uma escolha certeira para quem gosta de cachaças doces.