O ipê-branco é o ipê de flores brancas — e, ao contrário do que o nome sugere, uma espécie e um gênero diferentes do nosso ipê-roxo, com madeira mais clara e provavelmente mais suave.
A árvore
O ipê-branco (Tabebuia roseoalba, família Bignoniaceae) é árvore de 7 a 16 metros do Cerrado, do Pantanal e do Sudeste, de flores brancas em forma de trombeta. É importante não confundir com o ipê do nosso guia, que é o ipê-roxo (Handroanthus impetiginosus): são gêneros distintos — Tabebuia, de madeira mais leve e clara, e Handroanthus, de cerne denso e rico em lapachol.
Na cachaça
O “ipê” em geral (gênero Handroanthus) é usado e estudado na cachaça, entrando em blends e deixando a bebida amarelada, com taninos que pedem tostagem. Já o ipê-branco especificamente (Tabebuia roseoalba) não tem estudo dedicado. Por ser madeira mais clara e menos densa, tende, por inferência, a ceder cor e taninos mais discretos que o ipê-roxo.
Perfil sensorial
Para o ipê em geral, relatam-se cor amarelada e notas de nozes e castanhas, com taninos que a tosta ajuda a suavizar. Para o ipê-branco em particular, faltam dados: espera-se um perfil mais leve e claro, mas sem descritores confirmados por estudo.
Bom saber
Uma nuance química: o lapachol, naftoquinona de forte atividade biológica, concentra-se no cerne dos ipês-roxos e amarelos (Handroanthus), não no ipê-branco. Ainda assim, a migração desses compostos para o destilado não foi quantificada, e a tostagem é recomendada. Compare com o nosso ipê-roxo.
Conheça abaixo todas as cachaças envelhecidas em ipê-branco mapeadas pelo Mapa da Cachaça.
Ficha rápida: Família: Bignoniaceae (Tabebuia roseoalba) · Cor: clara/amarelada (discreta) · Sensorial: leve, nozes/castanhas (por analogia ao ipê) · Origem: Cerrado e Pantanal (nativa)
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