A amburana é a mais aromática das madeiras brasileiras de envelhecimento — sua marca registrada é um perfume doce de baunilha e especiarias que virou sinônimo de cachaça envelhecida no Brasil.
A árvore
O gênero Amburana (Fabaceae) tem duas espécies usadas em tanoaria: a Amburana cearensis — a cerejeira ou umburana da Caatinga e do Cerrado — e a Amburana acreana, a cerejeira-da-Amazônia. Também é chamada de cumaru-de-cheiro. Sua casca aromática é rica em cumarina, a mesma substância da fava-tonka.
Na cachaça
Entre todas as madeiras já estudadas, a amburana é a que cede o maior teor de compostos fenólicos (219 ppm de polifenóis no estudo da UFV). Tende a reduzir a acidez e o teor alcoólico, deixando a bebida mais macia. A cor resultante varia bastante conforme as condições de envelhecimento — do amarelo-palha ao âmbar-escuro. Destaca-se pelo sinapaldeído (cerca de 5× o do carvalho) e pelo ácido vanílico.
Perfil sensorial
Baunilha intensa, especiarias doces (canela, cravo, fava-tonka), notas amendoadas e retrogosto adocicado. É a madeira que mais adoça o aroma.
Bom saber
É a nativa mais valorizada aromaticamente e aparece com frequência em blends com o carvalho, casando estrutura e perfume. Compare com o bálsamo e o jequitibá-rosa, outras nativas de destaque.
Conheça abaixo todas as cachaças envelhecidas em amburana mapeadas pelo Mapa da Cachaça.
Ficha rápida: Família: Fabaceae · Cor: do palha ao âmbar-escuro (conforme o envelhecimento) · Sensorial: baunilha, especiarias, doce · Origem: Caatinga, Cerrado e Amazônia (nativa)
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