
A ApexBrasil e o Instituto Brasileiro da Cachaça preveem R$ 2,63 milhões para uma nova etapa de promoção comercial da cachaça no exterior. A informação foi publicada pela Vinetur, com base em divulgação da agência, e aponta México, Canadá e Europa como mercados prioritários para a diversificação das exportações.
O projeto é apresentado como a quarta edição de uma iniciativa setorial voltada à internacionalização da cachaça. A previsão é apoiar de 70 a 80 empresas com ações comerciais, participação em feiras internacionais, aproximação com compradores estrangeiros e desenvolvimento de oportunidades de negócio.
O movimento ocorre em um momento de avanço em volume, mas com pressão sobre valor médio. Segundo o Anuário da Cachaça 2026, ano-base 2025, do Ministério da Agricultura e Pecuária, o Brasil exportou 7,95 milhões de litros de cachaça para 76 destinos em 2025, com receita de US$ 17,07 milhões. O mesmo levantamento mostra produção declarada de 234,4 milhões de litros e 1.538 estabelecimentos elaboradores registrados no país.
A leitura para o setor não é apenas vender mais para fora. O dado de exportação precisa ser lido ao lado de preço, destino, perfil de produto e capacidade de pequenas empresas chegarem a importadores. O acervo do Mapa já tratou da exportação de cachaça como mercado de oportunidade e disputa de posicionamento, tema que ganha novo peso quando a estratégia oficial passa a mirar diversificação geográfica.
O próprio Anuário ajuda a dimensionar essa tensão. O Mapa publicou um raio-x do setor com os dados de 2025, mostrando que o aumento de registros, produção declarada e exportações não deve ser confundido automaticamente com crescimento homogêneo de vendas ou de valor para todos os produtores. A internacionalização depende de promoção, regularidade, escala, narrativa territorial e proteção do nome cachaça fora do Brasil.
Livros e ferramentas criados pelo Mapa da Cachaça para estudar, provar e registrar suas descobertas.
