O araribá (ou ariribá) é uma leguminosa de crescimento rápido da Mata Atlântica, de cerne amarelado, que produtores do Sul apontam como opção delicada e untuosa para a cachaça.
A árvore
O araribá (Centrolobium tomentosum, família Fabaceae) é árvore de até 22 metros da Mata Atlântica, também chamada de araruva, araribá-amarelo e potumuju. É fixadora de nitrogênio e valorizada na restauração florestal. Seu cerne varia do amarelo-vivo ao alaranjado, com veios lustrosos. O nome “araribá” é compartilhado por outras espécies do gênero, como o araribá-rosa (C. robustum).
Na cachaça
O araribá é madeira tanífera — sua casca tem histórico de uso em curtume —, mas não há estudo acadêmico que tenha isolado seu efeito na cachaça. Os relatos vêm sobretudo de produtores do Paraná, que a descrevem como madeira delicada, de baixa cessão de cor e boa contribuição de corpo à bebida.
Perfil sensorial
Segundo relatos de produtores, o araribá confere cor amarelo-pálida, buquê suave floral e vegetal e, quando a madeira é tostada, notas de frutas vermelhas como o morango. É apontado ainda como uma das madeiras que mais agregam untuosidade (corpo) ao destilado. São descrições qualitativas de tanoaria, não de painel científico.
Bom saber
Por conferir pouca cor e aroma sutil, o araribá se aproxima do papel das nativas mais neutras, como o jequitibá, em contraste com a assertividade da amburana.
Conheça abaixo todas as cachaças envelhecidas em araribá mapeadas pelo Mapa da Cachaça.
Ficha rápida: Família: Fabaceae · Cor: amarelo-pálido · Sensorial: floral, vegetal, morango (quando tostado), untuoso · Origem: Mata Atlântica (nativa)
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