O Doce Margarida coquetel é um drinque batido que transforma afeto em sabor. Criado pelo bartender Arthur Martins, ele combina a Cachaça Oxente Ouro, da destilaria Gogó da Ema, com licor de doce de leite, café espresso e um xarope artesanal de especiarias. O nome homenageia dona Margarida, avó alagoana do criador, cujos doces de leite e cafés coados com canela e cravo marcaram os domingos da família.
A escolha da cachaça tem propósito. A Oxente Ouro descansa cerca de dois anos e meio em um blend de amburana, bálsamo, jequitibá e carvalho, reunindo notas amadeiradas, especiadas e adocicadas que dialogam diretamente com o caramelo do licor de doce de leite. O café espresso entra com corpo, amargor e profundidade aromática, enquanto o xarope de canela e cravo recria o perfume do café coado guardado na memória.

Hoje radicado em Recife, mas com raízes na coquetelaria alagoana, Arthur usa a técnica clássica do bar para valorizar ingredientes brasileiros e contar histórias dentro do copo. O Doce Margarida é exatamente isso: um drinque que parte de um destilado nacional para chegar a uma lembrança coletiva, daquelas que cabem em qualquer mesa de família.
No copo, o resultado é aveludado e envolvente. A entrada é adocicada, o meio traz o encontro de café e doce de leite, e o final é longo e quente, com o cravo assinando o aroma. Servido bem gelado na taça, o Doce Margarida funciona como um coquetel de sobremesa, ideal para encerrar uma refeição ou prolongar uma boa conversa, como nas tardes de domingo que o inspiraram.

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Bartender com trajetória entre Alagoas, São Paulo e Pernambuco, Arthur Martins combina técnica clássica de bar com a riqueza das cachaças e ingredientes do Nordeste. Criador do coquetel Doce Margarida, transforma cultura, memória e identidade regional em experiências sensoriais no copo.
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