

Produzida na Fazenda Mourões da Porteira, em Felixlândia (MG), a Flor das Gerais tem raízes em 1912 e foi a primeira cachaça de Minas a obter certificação orgânica (2009). Hoje, Daniel Duarte une terroir, sustentabilidade e madeiras brasileiras como amburana e jequitibá-rosa.

A Flor das Gerais é uma cachaça orgânica produzida na Fazenda Mourões da Porteira, em Felixlândia (MG), com raízes que remontam a 1912, quando Juvenil Teixeira fundou o engenho da família. Décadas depois, seu neto Seo Adão retomou a produção artesanal e, junto com o filho Daniel Duarte, engenheiro agrônomo formado pela UFMG, consolidou a marca como uma das mais expressivas da nova geração de cachaças de alambique em Minas Gerais. Daniel trouxe um olhar técnico e inovador à produção, aliando práticas sustentáveis, valorização do terroir e envelhecimento em madeiras brasileiras pouco exploradas.
A produção da Flor das Gerais é certificada como orgânica desde 2009, sendo pioneira em Minas Gerais. O cultivo da cana ocorre em áreas rodeadas por mata nativa, com fermentação espontânea e destilação em alambique de cobre. No envelhecimento, Daniel aposta em madeiras brasileiras como amburana e jequitibá-rosa, buscando novos caminhos sensoriais para a cachaça. Um exemplo dessa ousadia é a Flor das Gerais Dorna Única, edição limitada envelhecida exclusivamente em amburana nova, sem tosta, por quatro anos, resultando em um perfil aromático complexo e original.
Outro diferencial da Flor das Gerais está na sua identidade visual, conduzida por Dona Lúcia, mãe de Daniel e artista plástica. Os rótulos da marca são verdadeiras obras de arte que comunicam os valores da cachaça: exclusividade, sofisticação e raízes mineiras. A garrafa da Dorna Única, por exemplo, carrega o símbolo do infinito no gargalo — uma homenagem à obra Grande Sertão: Veredas, de Guimarães Rosa, que percorreu justamente a região de Felixlândia em suas andanças pelo “caminho da boiada”.
A história da Flor das Gerais é, assim, uma travessia que une tradição familiar, inovação e um profundo respeito pela cultura mineira. Liderada hoje por Daniel Duarte, com o apoio dos pais, a marca se firma como um exemplo de como a cachaça pode representar o Brasil com autenticidade e sofisticação. A nova edição da Dorna Única está prevista para 2026, reafirmando o compromisso da Flor das Gerais com uma produção paciente, cuidadosa e em constante evolução.

Cada nota vem da nossa avaliação às cegas, conduzida por um painel de especialistas e calculada pela metodologia Mapa da Cachaça.
É a régua de qualidade da casa — o nosso selo na garrafa.
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Foi a primeira cachaça de Minas Gerais a obter o selo de certificação orgânica do IMA, em 2009, servindo de modelo no projeto de certificação.
O engenho foi fundado por Juvenil Teixeira em 1912; o neto Adão retomou a produção em 1989, com registro oficial em 1998.
Uma variedade fornecida pela EPAMIG, presente na região desde os anos 1980, cultivada em 7 hectares orgânicos cercados por mata nativa; a safra vai de junho a agosto.
Em alambique de cobre de fogo direto, no formato cebolão, com fermentação feita só por leveduras selvagens.
Além do selo orgânico do IMA, conquistou certificações de qualidade da ANPAQ e do SisOrg.