Minas Gerais é, com folga, a capital da cachaça artesanal: segundo o Anuário da Cachaça 2026 do Ministério da Agricultura (ano-base 2025), o estado concentra 564 alambiques registrados (36,7% do Brasil), 2.922 cachaças (34,9% dos rótulos do país) e impressionantes 4.043 marcas. São 274 municípios produtores — quase um terço das cidades mineiras, e nenhum outro estado chega perto — e a maior densidade cachaceira do país: um alambique para cada 37.806 habitantes. Em um único ano, Minas ganhou 63 alambiques e 565 marcas: o maior crescimento absoluto do Brasil.
O coração dessa tradição é o norte de Minas, onde Salinas — a Capital Mundial da Cachaça, com Indicação Geográfica desde 2012 — lidera o município com mais rótulos do Brasil (319) e retomou em 2025 a primeira colocação também em número de alambiques registrados, com 27. A região se estende por Taiobeiras, Januária e o Vale do Jequitinhonha, berço das cachaças envelhecidas em bálsamo e amburana, madeiras nativas que definem o perfil aromático mineiro.
Mas Minas é plural: o sul cafeeiro abriga joias como Três Pontas e Passa Quatro, na Mantiqueira; o centro histórico guarda Pitangui e três séculos de aguardente em Martinho Campos; e a Zona da Mata preserva engenhos coloniais. Cada região imprime seu terroir no destilado.
A cachaça mineira coleciona prêmios internacionais e referências culturais — do alambique de cobre artesanal à mesa dos melhores bares do mundo. Não por acaso, é em Minas que acontece a Expocachaça, maior feira do setor.
Explore abaixo as cachaças, os produtores e os alambiques de Minas Gerais mapeados pelo Mapa da Cachaça e mergulhe no maior universo cachaceiro do planeta.
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