
Nem todo encontro com a cachaça começa em um alambique. O de Givago Pires Alvarenga começou nas estradas — literalmente. Mineiro de origem e goiano por adoção, ele construiu sua trajetória profissional no campo: anos pavimentando estradas que conectam o produtor rural aos centros urbanos e, depois, empreendendo no setor de fertilizantes. Foi esse olhar de quem entende o solo, os ciclos da natureza e a lógica do interior brasileiro que o preparou para transformar uma paixão pela cachaça em um projeto de marca.
A Vibra Brasil nasceu desse repertório — e de um encontro decisivo.






Para Givago, a motivação tem raizes profundas:
“Somos vira-latas demais. Somos guiados pelo o que vem de fora — e esquecemos muitas vezes da nossa própria raiz.”
Givago Alvarenga, produtor da Vibra Brasil
A Vibra Brasil nasce como resposta a esse esquecimento: uma marca que olha para dentro do país e encontra riqueza onde muitos de nós passamos sem ver.
Em Monte Alegre de Minas, no Triângulo Mineiro, Givago conheceu Walter Vieira da Cunha e sua Néctar do Cerrado. Agrônomo, professor universitário e doutor em genética e melhoramento de plantas pela Universidade Federal de Uberlândia, Walter não é apenas produtor: é pesquisador. Comanda o engenho com rigor científico, participando de todas as etapas — do canavial à destilação, do controle sensorial à escolha das madeiras.
A convivência entre os dois rapidamente ultrapassou a admiração mútua e se transformou em parceria. Vieram as conversas longas, as viagens, os estudos e os experimentos com pequenos barris de 5 litros, nos quais Givago aprendeu, na prática, como tempo, madeira e terroir moldam o perfil de uma cachaça.

A Néctar do Cerrado é, ela mesma, uma história de persistência. Fundada em 2002 e com primeira safra em 2003, o engenho quase encerrou as atividades antes de Walter assumir o negócio em 2007 junto com a esposa, Vanessa. Desde então, o projeto se reconstruiu sobre bases técnicas sólidas: cana cultivada em clima quente, baixa pluviosidade compensada por irrigação precisa, e produção intencional de pequenos volumes — entre 10 e 20 mil litros por safra — priorizando qualidade em detrimento de escala.
A identidade sensorial da marca foi moldada pelas madeiras escolhidas para as dornas: amburana, bálsamo, castanheira-do-Pará e jequitibá-rosa. Cada uma contribui com características únicas ao destilado, refletindo a riqueza botânica do Cerrado. Hoje, a Néctar do Cerrado distribui para todo o Brasil e já exportou para os Estados Unidos e a Bélgica.






A Vibra Brasil surge como a expressão comercial desse aprendizado. Para Givago, a marca é uma celebração do Brasil feita de encontros, pesquisa e respeito à terra. O Cerrado Mineiro é o ponto de partida — território da Néctar do Cerrado e bioma de enorme riqueza sensorial —, mas o projeto já aponta para novos horizontes.
A Amazônia entra em cena com o jambu, planta nativa do Pará conhecida pela sensação de formigamento que provoca no paladar. A inspiração veio do irmão de Givago, que vive no estado, ampliando o diálogo entre regiões, ingredientes e identidades brasileiras.
A Vibra Brasil surge como a expressão comercial e afetiva desse aprendizado. O Cerrado Mineiro é o ponto de partida — território da Néctar do Cerrado e bioma de enorme riqueza sensorial —, mas o projeto já aponta para novos horizontes. A Amazônia entra em cena com o jambu, planta nativa do Pará conhecida pela sensação de formigamento que provoca no paladar. A inspiração veio do irmão de Givago, que vive no estado, ampliando o diálogo entre regiões, ingredientes e identidades brasileiras.
No Mapa da Cachaça, a bebida nunca foi um fim em si mesma. Ela é, antes, um pretexto — quase um bode expiatório — para falar de Brasil: de cultura, de biomas, de receitas, de pessoas e dos caminhos que conectam tudo isso. É por isso que vibramos junto com empreendedores como Givago. Com MBAs em Estradas e em Agricultura Orgânica e uma visão moldada no campo, ele encontrou na cachaça uma linguagem para contar o país a partir do território. A Vibra Brasil nasce desse impulso: um projeto técnico e humano, profundamente brasileiro, que vibra no copo e segue ecoando pelo chão que o originou.
Livros e ferramentas criados pelo Mapa da Cachaça para estudar, provar e registrar suas descobertas.
Os dois rótulos que o Mapa da Cachaça detalhou ajudam a escolher pelo paladar. A Vibra Brasil Amburana matura na amburana, madeira brasileira conhecida por notas de especiarias, e é um bom ponto de partida para quem gosta de amadeirados clássicos. Já a Vibra Brasil Castanheira descansa em castanheira-do-Pará e traz notas amendoadas, que combinam com café e sobremesas. Ambas nascem no Engenho Néctar do Cerrado.
A diferença está na madeira da dorna. A Vibra Brasil Amburana usa a amburana, a madeira brasileira mais empregada na maturação de cachaça, que marca o destilado com especiarias. A Vibra Brasil Castanheira usa a castanheira-do-Pará e ganha notas amendoadas. As duas estão entre as madeiras nativas — ao lado de bálsamo e jequitibá-rosa — escolhidas para refletir o Cerrado Mineiro.
A linha rende de caipirinha a releituras de clássicos internacionais. A Jamburinha leva jambu, a planta amazônica que Givago quer trazer para a marca; o Vibra Mule é o Moscow Mule de cachaça com ginger beer; e o Negroni Brasil troca o gim do clássico italiano. Para sobremesa, há a Batida do Brasil, cremosa, com cacau.
Sim. A Vibra Brasil Castanheira levou o prêmio de Melhor Design na categoria cachaça do World Drinks Awards, em Londres, um dos concursos mais importantes do setor de bebidas. O reconhecimento valorizou a apresentação visual e a identidade brasileira do rótulo, ao lado da Dose Clássica, como o Mapa da Cachaça noticiou.


