

Walter Vieira da Cunha é o nome à frente do Engenho Néctar do Cerrado, em Monte Alegre de Minas. Mineiro de Abaeté, mudou-se ainda pequeno para Patos de Minas, onde cresceu, estudou e iniciou sua formação acadêmica, concluindo a graduação em Matemática. Mais tarde, já em Uberlândia, encontrou sua verdadeira vocação nas ciências agrárias: formou-se Engenheiro Agrônomo pela Universidade Federal de Uberlândia, onde também concluiu mestrado e doutorado em genética e melhoramento de plantas.
Há 22 anos, Walter atua como professor nos cursos de Agronomia e Veterinária do Centro Universitário de Patos de Minas — uma experiência que moldou seu olhar técnico, meticuloso e profundamente conectado à terra. Ao lado da esposa, Vanessa Rodrigues Borges da Cunha, e dos filhos, Gabriel e Mateus, divide a vida entre as salas de aula e o alambique.
O Engenho Néctar do Cerrado nasceu em 2002 como um projeto pensado desde o início para produzir cachaça de qualidade. A primeira safra saiu no ano seguinte, inaugurando uma linha que começou com a versão branca e rapidamente evoluiu para expressões armazenadas em amburana, bálsamo, castanheira-do-pará e jequitibá-rosa. Walter participa de todas as etapas — do plantio à destilação, do controle sensorial à comercialização.
Hoje, a Néctar do Cerrado chega a clientes em todas as regiões do Brasil, com envios regulares via transportadora. O reconhecimento também ultrapassou fronteiras: o engenho já exportou para os Estados Unidos e para a Bélgica, por meio de representantes locais.
Com formação sólida, espírito pesquisador e um apreço genuíno pela agricultura e pelos sabores do Cerrado, Walter transformou a Néctar do Cerrado em uma referência regional — um exemplo de como ciência, cuidado e dedicação podem se traduzir em grandes cachaças.

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