
O Café e Cana, bar e restaurante do Santo Antônio Além do Carmo, em Salvador, apresentou a Reserva Café e Cana, nova cachaça em parceria com a Matriarca, cachaçaria baiana responsável pela produção do destilado.
A garrafa traz no rótulo as marcas Cachaça Matriarca e Café e Cana, com volume de 750 ml e teor alcoólico de 40% vol.. A proposta aproxima café, cana e identidade baiana em uma bebida pensada para expressar o repertório da casa: encontros, sabores locais, coquetelaria e a força dos produtos da terra.

A Reserva Café e Cana nasce de um processo coletivo. A equipe do Café e Cana participou da construção da bebida, em uma experiência que envolveu conversa sobre madeiras, definição de proporções e o trabalho de composição conduzido pela consultoria Isadora Bello Fornari e Leandro Marelli, mestre de adega da Matriarca.
“Foi superlegal porque a galera toda participou, a gente entendeu sobre as madeiras. Esse exercício de trazer uma proposta solar, bem alegre, condimentada, mas muito leve, foi uma experiência muito gostosa.”
Isadora Belo Fornari
A cachaçaria baiana produz na Fazenda Cio da Terra, em Caravelas, e tem uma relação particular com madeira e envelhecimento: além do alambique, a marca mantém sua própria tanoaria, responsável pelos cuidados com os barris.
Esse detalhe ajuda a dar contexto à Reserva Café e Cana. Não se trata apenas de uma cachaça associada a um bar, mas de um rótulo que nasce com a assinatura de uma produtora que controla etapas importantes da produção e da maturação.


A construção da bebida também reforça um caminho interessante para a cachaça: quando bares, restaurantes e produtores trabalham juntos, o resultado pode ir além de um produto de prateleira. A cachaça passa a carregar uma intenção de casa, uma leitura de território e uma proposta de experiência.
O nome Reserva Café e Cana aponta para uma leitura clara: aproximar a cachaça de elementos da cultura alimentar baiana e da experiência de bar. A bebida aparece ligada à ideia de encontro, sabor local e identidade de território.
Esse posicionamento combina com o perfil do Café e Cana, um botequim contemporâneo em um dos bairros mais simbólicos de Salvador. A casa já é reconhecida por uma cozinha de ingredientes regionais, drinks autorais, cachaças infusionadas, coquetéis criativos e tábuas de degustação. A nova cachaça amplia esse repertório e aproxima ainda mais o bar da cena cachaceira baiana.
O Santo Antônio Além do Carmo vem se consolidando como território de gastronomia, bares e turismo cultural. Nesse contexto, uma cachaça criada em diálogo com uma casa local ganha força quando não aparece apenas como produto, mas como parte da experiência do lugar.
O Café e Cana também está entre as casas ligadas ao Salvador Cocktail Festival 2026, evento que coloca Salvador no mapa da coquetelaria nacional e internacional. Essa participação ajuda a ler a Reserva Café e Cana dentro de um movimento maior: bares da cidade buscando afirmar linguagem própria, ingredientes brasileiros e narrativas locais.
O festival reúne casas de Salvador e convidados de outras cenas de coquetelaria. Nesse contexto, um rótulo criado em diálogo entre o Café e Cana e a Matriarca mostra como a cachaça pode deixar de ser apenas uma base de coquetel para virar assinatura de lugar, equipe e território.
Para o Mapa da Cachaça, esse tipo de lançamento importa porque mostra a cachaça ocupando novos espaços de criação. Quando um bar participa da construção de um rótulo ligado à sua identidade, ele ajuda a deslocar a bebida do lugar de acompanhamento genérico para o centro da experiência.
Livros e ferramentas criados pelo Mapa da Cachaça para estudar, provar e registrar suas descobertas.

