
Anúncio
No coração do centro-norte do Paraná, na comunidade de Alto Lajeado (município de Arapuã), a Engenho do Lajeado carrega uma história que atravessa gerações e começa muito antes da formalização do alambique. A origem remonta à chegada da família Croceta ao Brasil, imigrantes italianos vindos de Pádua que, após passarem por Santa Catarina, se estabeleceram na região na década de 1950. Foi ali que o patriarca Paulino Croceta iniciou a produção de açúcar em uma engenhoca movida a bois — e, pouco tempo depois, começou também a produzir cachaça a partir das sobras, dando início a um legado que permanece até hoje.
A segunda geração assume em 1967 com Renato Ghizoni Croceta, responsável por consolidar a atividade e estruturar a produção ao longo das décadas seguintes. Com forte espírito empreendedor e soluções desenvolvidas dentro da própria propriedade, Renato ampliou a escala e manteve a cachaça como atividade central da família. Atualmente, a terceira geração — liderada por Eliane Croceta, ao lado dos irmãos — participa ativamente da operação, trazendo um novo olhar sobre qualidade, diversificação e valorização do produto engarrafado, sem abrir mão da tradição construída ao longo de mais de meio século.
A produção é integralmente verticalizada: a cana-de-açúcar é cultivada na própria fazenda, em uma área de cerca de 200 alqueires, com controle completo desde o campo até a destilação. A fermentação utiliza leveduras selecionadas, com monitoramento em laboratório próprio, e a destilação é feita em coluna de inox com presença de cobre nos estágios finais. Historicamente voltada ao mercado a granel — especialmente para o Sul do país —, a Engenho do Lajeado vem, nos últimos anos, estruturando uma linha própria de cachaças engarrafadas, explorando diferentes perfis sensoriais e madeiras, como carvalho europeu, amburana e bálsamo. O resultado é uma produção que combina escala e consistência técnica com um movimento crescente de identidade e expressão própria.
Sem resultados