

Fundada em 1985 pelo engenheiro João Luiz Coutinho de Faria, na Fazenda do Anil, em Vassouras (RJ), a Magnífica de Faria é uma cachaça artesanal familiar do Vale do Café. Usa cana própria, intercalada com mata nativa, num clima serrano privilegiado.

A cachaça Magnífica nasceu do sonho do engenheiro João Luiz Coutinho de Faria, um apaixonado pela tradição fluminense na produção de cachaças de alta qualidade. Criada em 1985 na Fazenda do Anil, localizada em Vassouras, na região serrana do Vale do Café, a Magnífica destaca-se pela sua produção artesanal e familiar.
Engajado na produção e na articulação em benefício do setor, João Luiz foi também um dos responsáveis pela criação em 1997 do Programa Brasileiro da Cachaça, que deu origem anos mais tarde ao Instituto Brasileiro da Cachaça e à Câmera Setorial da Cachaça do Ministério da Agricultura.
O nome “Magnífica” foi escolhido em homenagem à esposa de João Luiz, Clau, que ocupava o cargo de magnífica reitora da Universidade Santa Úrsula, no Rio de Janeiro.
A cana-de-açúcar utilizada na produção é cultivada na própria fazenda, que possui 25 hectares de canavial. Predominantemente, a cana é da variedade RB-867515, mas outras variedades também são cultivadas. O canavial, entremeado com mata nativa, dispensa o uso de pesticidas, diferentemente das monoculturas. A limpeza é feita manualmente na entressafra, e a colheita manual ocorre de maio a novembro. O clima da Serra, com sua umidade e precipitação bem definidas, além do ar puro, é essencial para a qualidade da cana. Parte da adubação provém do vinhoto, um subproduto da produção, e a fazenda utiliza uma nascente própria, garantindo a qualidade da água.
A cana é moída no máximo 24 horas após a colheita. A fazenda possui dois ternos para a moagem, e a energia necessária vem da queima do bagaço da cana. A locomotiva a vapor centenária, fundamental no início da marca devido à falta de eletricidade, ainda é uma atração.
A fermentação começa com fermento de pão, mas logo as leveduras selvagens assumem o processo. A cada duas semanas, o pé de cuba é renovado, assegurando uma fermentação de baixa acidez sem adição de componentes externos.
A destilação ocorre em um alambique de três corpos, o Alambique Alegria, em uso desde 1985. Esse alambique permite um corte precoce na destilação, reinjetando o que sobra no sistema, com a ajuda de uma panela extra. Isso resulta em uma bidestilação na parte final do coração, eliminando qualquer elemento de cauda.
O portfólio da Magnífica inclui uma gama de produtos que agradam diversos paladares, desde cachaças jovens, armazenadas em ipê, engarrafadas logo após a destilação, até preciosos single casks envelhecidos em carvalho europeu, incluindo o mais antigo sistema de soleira do país, em uso desde 2002.
Atualmente, Raul de Faria, filho de João Luiz, conduz a empresa ao lado da irmã Ana Luiza, assegurando que a tradição e a qualidade da cachaça Magnífica sejam mantidas para as futuras gerações.

Cada nota vem da nossa avaliação às cegas, conduzida por um painel de especialistas e calculada pela metodologia Mapa da Cachaça.
É a régua de qualidade da casa — o nosso selo na garrafa.
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Homenageia Clau, esposa do fundador João Luiz Coutinho de Faria, que foi magnífica reitora da Universidade Santa Úrsula, no Rio.
Sim; 25 hectares de canavial na Fazenda do Anil, intercalado com mata nativa (sem pesticidas), colhido manualmente de maio a novembro.
Moagem em até 24 horas, energia do bagaço da cana, vinhoto como adubo e nascente própria; a fermentação começa com fermento de pão e logo as leveduras selvagens assumem.
Uma locomotiva a vapor centenária, essencial nos primórdios pela falta de energia elétrica, ainda é uma atração da fazenda.