


Produzida pelo casal Paulo e Regina Rodrigues em Três Pontas (MG), a Divina Cana une rigor técnico e narrativa: cada rótulo evoca um deus romano. Lançada em 2024, aposta em cana própria, energia solar e madeiras como carvalho, amburana, jequitibá e castanheira.

A história da cachaça Divina Cana é marcada por lembranças, encontros e transformações. Paulo Rodrigues, filho de um químico, cresceu entre curtumes e engenhos, absorvendo desde cedo os aromas da cana, da rapadura e da cachaça nas visitas que fazia com o pai a alambiques do interior mineiro. Mesmo com uma carreira consolidada na química industrial, foi só após a morte do pai, décadas depois, que Paulo reencontrou seu passado ao cruzar com um cartaz curioso: “Consertam-se tachos de cobre e alambique”. Desse encontro com um artesão cigano chamado Hércules, nasceu o primeiro alambique da família — e o embrião da Divina Cana.
O que começou como um passatempo, apoiado por Regina Helena, sua esposa, se transformou em projeto de vida. O casal se aprofundou nos estudos, buscou cursos, investiu em tecnologia e montou uma estrutura moderna de produção. A identidade da marca, no entanto, foi buscar inspiração em outro campo afetivo: a mitologia romana. Cada rótulo da Divina Cana evoca um deus — Júpiter, Febo, Vulcano, Netuno, Minerva e Mercúrio — e expressa uma personalidade sensorial única, combinando diferentes madeiras como carvalho, amburana, jequitibá e castanheira.
Mas não é só na simbologia que a Divina Cana se destaca. Paulo adaptou técnicas inovadoras ao processo artesanal, como um sistema híbrido de aquecimento no alambique que mistura bagaço de cana e energia elétrica, e um controle inteligente de temperatura durante a fermentação. O resultado é uma bebida equilibrada, com identidade, qualidade e um toque de ciência.
Localizada em Três Pontas (MG), cidade famosa pelo café, a Divina Cana também vem se consolidando como destino turístico. A propriedade hoje recebe visitantes para experiências de imersão — com tour guiado, harmonizações gastronômicas e histórias contadas diretamente por seus criadores.

Cada nota vem da nossa avaliação às cegas, conduzida por um painel de especialistas e calculada pela metodologia Mapa da Cachaça.
É a régua de qualidade da casa — o nosso selo na garrafa.
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Em Três Pontas (MG), cidade conhecida pelo café; o alambique fica a cerca de 7 km do centro, numa propriedade de 4 hectares.
Em 2024, fruto de anos de estudo e estruturação do casal Paulo e Regina Rodrigues.
É monodestilada (uma autêntica branquinha mineira), com fermentação por levedura selecionada pelo especialista Caurê Portugal (Smart Yeast).
Sim: energia solar, bagaço da cana como combustível, compostagem que devolve resíduos ao canavial e cana colhida manualmente, sem queima.
Entre outros pontos, nas cafeterias da Cocatrel, no sul de Minas Gerais.