

Nando Chaves, mestre alambiqueiro e guardião da tradição da cachaça mineira, personifica a história e a paixão pela produção artesanal. Descendente de uma longa linhagem de produtores de cachaça e parente distante de Tiradentes, ele representa a oitava geração a comandar o Engenho Boa Vista, o alambique mais antigo em atividade no Brasil, fundado em 1755.
Localizado em Coronel Xavier Chaves, próximo à histórica Estrada Real, o engenho é um testemunho vivo do passado, tombado pelo Patrimônio Histórico Nacional. Nando, com suas mãos calejadas e conhecimento herdado, mantém viva a tradição de seus antepassados, produzindo cachaça de forma artesanal, como era feita nos tempos do Brasil Colônia.
A produção, limitada a 30 mil litros por ano, garante a qualidade e o cuidado em cada etapa do processo. Nando utiliza métodos tradicionais, como o uso de fermento feito de fubá de milho e a destilação em alambique de cobre com fogo direto. Mas o grande segredo está no terroir: a combinação única de clima, solo e variedade de cana, cultivada às margens do Rio Mosquito, resulta em uma cachaça singular.
Nando produz duas marcas principais: a Santo Grau Coronel e a Século XVIII, a autêntica “branquinha”, com alto teor alcoólico e sabor intenso. A versão especial da Século XVIII, envelhecida em dornas de aço inoxidável, oferece um sabor mais suave e aveludado.
A paixão de Nando pela cachaça e sua dedicação em preservar a tradição familiar o tornaram um ícone na produção artesanal da bebida. Sua história se mistura à história do Brasil, e cada gole de suas cachaças é uma viagem no tempo, um brinde ao passado e à autenticidade.

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