Depois dos Estados Unidos, agora o México reconhece cachaça como produto tipicamente brasileiro. Pelo menos este foi o acordo assinado entre a presidente do Brasil, Dilma Rousseff, e o presidente mexicano Enrique Peña Nieto. Por sua vez, o Brasil passará a reconhecer tequila como produto exclusivamente mexicano, e ambos os países farão a promoção internacional das bebidas. Enquanto Nieto escolheu brindar com o produto de seu país, Dilma preferiu uma genuína caipirinha.


O reconhecimento de origem da cachaça, nacional ou internacionalmente, enriquece ainda mais a discussão e colabora para a valorização do produto enquanto patrimônio do Brasil. A valorização eleva o produto a níveis mais elevados de conceito e credibilidade no mercado, como acontece, por exemplo, com o Champagne, produzido exclusivamente na França.
Tequila, por sua vez, é, na verdade, apenas um dos diversos tipos de mezcal – o aguardente de agave. Apesar da fama mundial e da produção em larga escala do tequila, a bebida continua a ser produzida apenas no país e a representar as suas regiões, tradições e particularidades.
Em 2023, o Brasil exportou 8.618.832 litros de cachaça, gerando uma receita de US$ 20.242.453, o maior valor histórico registrado. Apesar da queda de 7,5% no volume exportado em relação a 2022, houve um aumento de 0,7% no valor total das exportações, com uma valorização de 9,3% no preço médio, que passou de US$ 2,15/L para US$ 2,35/L.
O Paraguai liderou como maior importador por volume, seguido pela Alemanha e Estados Unidos. Em termos de valor, os Estados Unidos ocuparam o primeiro lugar, seguidos pela Itália e Portugal. A cachaça brasileira chegou a 76 países, mantendo o recorde de abrangência global.
O México destacou-se ao importar 61.525 litros de cachaça em 2023, consolidando sua posição entre os 20 principais destinos. Essa relação comercial sinaliza oportunidades de expansão no mercado latino-americano.
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