Maria Izabel

Pescadora, jardineira e, desde 2000, mestre da cachaça: Maria Izabel produz num sítio à beira-mar de Paraty (RJ) uma das cachaças mais cultuadas do Brasil.
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Fachada no alambique da Maria Izabel
Início Produtores Maria Izabel
Maria Izabel e Maia
Quem produz
Quem é a Maria Izabel

A cachaça caiçara que virou símbolo de Paraty

Em um sítio à beira-mar a poucos quilômetros do centro de Paraty (RJ), Maria Izabel produz, praticamente sozinha e desde os anos 2000, uma cachaça artesanal que leva seu nome. Aposta em leveduras selvagens e na cana ‘mulatinha’ para preservar o terroir paratiense, mantendo a produção pequena por opção.

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A história

A história da Maria Izabel

Maria Izabel já foi pescadora, jardineira, vendedora de p.es integrais e desde 2000 produz a cachaça que leva seu nome. Em um sítio à beira-mar no litoral do Rio de Janeiro, a apenas 7,5 km do trevo de Paraty, a cachaceira destila suas criações seguindo a filosofia de vida de uma pessoa simples, mas muito rica em vivências e histórias. Apesar de estar próximo de uma cidade turística e de ser uma parada obrigatória para todo amante da cachaça artesanal, o alambique não é tão acessível. Para visitá-lo, é preciso ligar para Maria Izabel e marcar um horário. Se ela estiver disponível, com delicadeza vai dar as coordenadas de como chegar e apresentará ao visitante uma incrível aula de degustação em um dos alambiques mais bonitos do Brasil. Para a produção da sua cachaça, ela segue receitas de antepassados e de amigos produtores, como o Pedro Souza Peroca, da cachaça Peroca do Fundão. A cana-de-açúcar usada é a mulatinha, espécie típica da região que cresce nos morros ao redor da propriedade. Durante o processo de fermentação, Maria Izabel usa grãos e fubá de milho e não tem costume de reduzir o brix do caldo da cana – que já é tipicamente baixo na região chuvosa. As leveduras são selvagens, pois para a produtora as leveduras comerciais descaracterizariam o território de Paraty. Após a destilação, suas cachaças passam por dornas de mil litros de jequitibá-rosa e barris de 250 litros de carvalho francês. O rótulo da cachaça foi feito pelo ilustrador americano Jeff Fisher, a pedido da prestigiada editora Liz Calder, idealizadora da Flip (Festa Literária Internacional de Paraty).

Curiosidade

De espírito livre, Maria Izabel se sente parte da paisagem da baía de Paraty, tão integrada está à natureza do lugar.
Como se produz

O alambique

Fazenda
Sítio Santo Antônio
Responsável
Maria Izabel
Produção anual
7 mil litros
Cana própria
Sim
Destilação
Madeiras que trabalham
Galeria

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Rótulos da Maria Izabel

1 cachaças
Maria Izabel Prata
Maria Izabel Carvalho
Perguntas frequentes

Tudo sobre a Maria Izabel

A produção da Maria Izabel é grande?

Não, e isso é uma escolha. A produção fica em torno de 7 mil litros por ano e, mesmo com convites para exportar, ela prefere manter o alambique pequeno, priorizando a qualidade artesanal.

A cachaça é uma herança de família?

A produção de cachaça na família remonta ao século 18 — o bisavô de Maria Izabel, Francisco Lopes da Costa, foi um importante exportador de cachaça. Ela, porém, retomou o ofício por conta própria, já adulta.

A família tem ligação com a história de Paraty?

Sim. O avô, Samuel, foi o primeiro prefeito eleito de Paraty, e a mãe, Josephina, foi a primeira vereadora da cidade e uma das primeiras mulheres eleitas no país.

Por que ela começou a fazer cachaça?

Recém-separada e com filhas para criar, Maria Izabel fez de tudo — vendeu bananas, costurou, foi jardineira e até marinheira — e passou a destilar para sustentar a família. Encara a cachaça como ofício feito com dedicação.

Quem é a família de Maria Izabel hoje?

Ela tem seis filhas — Izabel, Maria, Mabel, Mariza, Maíra e Maia. A caçula, Maia, é sua maior companheira no dia a dia do alambique.

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