
A Rota da Cachaça de Alagoas é a iniciativa que transforma o destilado mais brasileiro em um convite ao turismo de experiência no Agreste alagoano. Além de provar boas cachaças, o roteiro propõe percorrer canaviais, entrar nas salas de destilação e entender, de perto, como tradição, técnica e território se encontram em cada garrafa.
Apoiada pela Secretaria de Estado do Turismo de Alagoas, pelo Sebrae Alagoas e pela Instância de Governança Regional do Agreste, a Rota é presidida por Evânia Albuquerque e reúne produtores comprometidos em valorizar o turismo gastronômico e a cultura da cana no estado. A proposta fortalece a economia local e ajuda a colocar Alagoas no mapa dos grandes roteiros do destilado no país.



Entre os nomes que dão corpo à Rota está o Alambique Gogó da Ema, de São Sebastião, cujo mestre, Henrique Tenório, é vice-presidente da iniciativa. Fundada em 2004 na Fazenda Recanto, a Gogó da Ema se tornou uma das cachaças mais premiadas do Nordeste — no Guia Mapa da Cachaça, a Gogó da Ema Ouro Bálsamo conquistou 86,5 pontos e o Selo 3 Estrelas.
O percurso atravessa a região do Agreste e passa pelos municípios de Arapiraca, Campo Alegre, São Sebastião, Junqueiro e Teotônio Vilela, onde o visitante pode conhecer diferentes estilos de produção, conversar com os produtores e degustar cachaças que representam a diversidade do estado.
Ao longo da rota, é possível visitar engenhos e alambiques, acompanhar as etapas de produção — desde o cultivo da cana-de-açúcar até a fermentação, destilação em alambiques de cobre e envelhecimento — além de desfrutar da gastronomia regional e da hospitalidade típica do interior alagoano.
Campo Alegre – Engenho Caraçuípe
Fundado em 1933, o Engenho Caraçuípe é um dos produtores mais tradicionais de Alagoas. Mantém a produção artesanal e coleciona premiações nacionais e internacionais, consolidando-se como uma das principais referências da cachaça alagoana.
Junqueiro – Cachaçaria Brejo dos Bois
Reconhecida pelo cuidado em todas as etapas da produção, a Brejo dos Bois alia métodos artesanais ao compromisso com a sustentabilidade e a preservação ambiental.
Teotônio Vilela – Cachaçaria Coração da Mata
Com produção iniciada em 2019, a Coração da Mata nasceu da tradição familiar e aposta em um processo totalmente artesanal para produzir cachaças de identidade própria.
São Sebastião – Cachaçaria Gogó da Ema
Considerada uma das cachaçarias mais premiadas de Alagoas, a Gogó da Ema conquistou reconhecimento nacional e internacional pela qualidade de seus destilados.
Arapiraca – Taverna Beer
Conhecida inicialmente pela produção de cervejas artesanais, a Taverna Beer expandiu sua atuação para a cachaça, oferecendo aos visitantes experiências que incluem visitas à produção e degustações guiadas.
A Rota da Cachaça em Alagoas demonstra o crescimento do turismo ligado aos destilados brasileiros e oferece uma excelente oportunidade para conhecer a riqueza da produção artesanal do estado, fortalecendo produtores locais e aproximando os visitantes da história e da cultura da cachaça.
Quem quiser acompanhar os roteiros, os produtores e os eventos pode seguir a Rota da Cachaça de Alagoas no Instagram — uma porta de entrada para descobrir o Agreste pela sua cachaça.
Não. O roteiro é pensado para turistas, curiosos e apreciadores de todos os níveis. As visitas incluem degustações orientadas que ajudam mesmo os iniciantes a entender aromas, madeiras e estilos da cachaça artesanal.
O agendamento é feito diretamente com cada produtor. Acompanhar o Instagram da Rota da Cachaça de Alagoas e das marcas participantes, como o Alambique Gogó da Ema, é a melhor forma de conferir horários e roteiros disponíveis.
De brancas frescas a envelhecidas em madeiras como umburana e carvalho, muitas delas premiadas. Um bom exemplo são os rótulos da Gogó da Ema, entre as cachaças mais premiadas do Nordeste.
É a região central de Alagoas, entre o litoral e o sertão. O município de São Sebastião, sede da Gogó da Ema, é um dos pontos que integram o roteiro da cachaça no estado.
Porque une gastronomia, história e paisagem em uma só vivência. Ao valorizar o turismo de experiência, a Rota aproxima o visitante do processo artesanal, gera renda para o Agreste e ajuda a preservar a cultura da cana no estado.


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