
Em Paraty (RJ), com origens que remontam ao século XVII, a Engenho D’Ouro une tradição e inovação. Fundada por Francisco Carneiro (Seu Chiquinho) e profissionalizada pelo filho Norival, leva o nome do Caminho do Ouro e usa a cana mulatinha, remanescente das primeiras mudas trazidas pelos portugueses.

A Engenho D’Ouro surgiu do desejo de Francisco Carneiro de produzir aguardente de alta qualidade em Paraty, um dos berços históricos da cachaça.
Hoje, a tradição é mantida por seu filho Norival, um mestre alambiqueiro que, além de cachaça, também elabora gin, licores e arak — uma aguardente árabe à base de anis. Fiel ao seu espírito inovador, Norival está realizando experimentos para desenvolver a primeira cachaça destilada com o uso de alambique à vácuo, uma tecnologia patenteada pelo pesquisador e consultor em destilados, Ricardo Zarattini.
O nome da cachaça homenageia o Caminho do Ouro, antiga rota por onde metais e pedras preciosas de Diamantina, em Minas Gerais, eram transportados até o porto de Paraty. O ponto de partida desse percurso está localizado nas proximidades do alambique de Norival. A cachaça Engenho D’Ouro é feita a partir de uma variedade de cana chamada localmente de “mulatinha”, remanescente das primeiras mudas trazidas pelos portugueses. Durante a fermentação, a tradição de Paraty é respeitada com o uso de leveduras selvagens. Após a destilação, conforme a receita local, a cachaça pode amadurecer em dornas de inox, jequitibá ou barris de carvalho europeu.

Cada nota vem da nossa avaliação às cegas, conduzida por um painel de especialistas e calculada pela metodologia Mapa da Cachaça.
É a régua de qualidade da casa — o nosso selo na garrafa.
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Do Caminho do Ouro, a rota histórica por onde o ouro de Minas era levado ao porto de Paraty — perto de onde fica o alambique.
Fundada por Francisco Carneiro (Seu Chiquinho) e profissionalizada pelo filho Norival Carneiro; desde 2024, Marcelo Andrade assumiu a administração da empresa familiar.
Norival trabalha para desenvolver a primeira cachaça destilada em alambique a vácuo (tecnologia patenteada por Ricardo Zarattini); a casa também produz gin, licores e arak.
A cana mulatinha, remanescente das primeiras mudas trazidas pelos portugueses, cultivada em 7 hectares nas encostas de Paraty e colhida manualmente.