Em muitos supermercados de São Paulo, a seção de cachaças ainda é tímida, quase envergonhada. Falta orgulho de um destilado que carrega a alma do Brasil? Talvez. Mas, mesmo em meio a prateleiras modestas, há rótulos que brilham e reafirmam o potencial da nossa tradição. A Tiê Prata é um desses exemplos.
No teste às cegas promovido pelo Paladar, que reuniu especialistas para avaliar cachaças tipo prata — aquelas ideais para a caipirinha, sem envelhecimento, com sabor puro e direto da cana — a Tiê conquistou o primeiro lugar com unanimidade. Ela foi descrita como equilibrada, limpa, cristalina e com um teor alcoólico na medida, que realça o frescor do limão e o toque do açúcar na receita clássica do drink.



Mas a história da Tiê Prata vai além do copo. Produzida em Minas Gerais, essa cachaça nasce de um processo que une tradição e cuidado. O caldo da cana-de-açúcar é fermentado e destilado em alambiques de cobre aquecidos por fogo direto, preservando a essência aromática e gustativa da cana. O líquido, após a separação do “coração” — a parte nobre da destilação — é armazenado em tonéis de aço inox, garantindo sua pureza e limpidez.
Com 42% de graduação alcoólica, a Tiê Prata se destaca não só na caipirinha, mas também como uma cachaça versátil, pronta para ser apreciada pura, em coquetéis autorais ou acompanhando petiscos brasileiros. Sua leve picância no final e o equilíbrio entre álcool e açúcar conferem à bebida um perfil instigante, que agrada iniciantes e entusiastas do destilado.

O teste realizado no bar Guarita, na Vila Madalena, reuniu nomes de peso: o bartender premiado Jean Ponce, as barwomen Stephanie Marinkovic e Kyoko Sato, e os experts Michel Berndt e Robson Bonfim. Entre dez rótulos avaliados, a Tiê se destacou pela qualidade e complexidade, mostrando que a cachaça prata, quando bem-feita, pode ser muito mais do que um ingrediente — pode ser protagonista.
A Tiê Prata nos lembra que a caipirinha não é só uma bebida fácil de preparar, mas um reflexo do território, da cultura e do sabor brasileiro. Ela representa o que a cachaça pode ser quando tradição e técnica se encontram no alambique. E que tal descobrir esse Brasil no próximo gole?
Aqui está o ranking com as cachaças participantes, suas posições e os preços (segundo o teste realizado):
| Posição | Cachaça Prata | Preço e Volume |
|---|---|---|
| 1º | Tiê Prata | R$ 63 (700 ml) |
| 2º | Ouro 1 | R$ 69 (750 ml) |
| 3º | Cabaré | R$ 33,90 (700 ml) |
| 4º | 1922 | R$ 68 (700 ml) |
| 5º | Cachaça da Tulha | R$ 62 (750 ml) |
| 6º | Margô | R$ 81 (500 ml) |
| 7º | Pindorama | R$ 146 (750 ml) |
| 8º | Saliníssima | R$ 37,49 (670 ml) |
| 9º | Weber Haus | R$ 71 (700 ml) |
| 10º | Ypióca | R$ 44,98 (960 ml) |
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O Mapa da Cachaça é um projeto cultural e educativo criado com o objetivo de divulgar e valorizar a cachaça, que é um patrimônio cultural e um dos símbolos da identidade brasileira.
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