O alambique Pedra Branca teve sua construção iniciada em 2007 e começou a produção em 2009 sob a gestão de Lúcio Gama Freire, um dos grandes nomes da cachaça artesanal paratiense. Localizado na Estrada da Pedra Branca, o alambique está cercado por Mata Atlântica, cachoeiras e caminhos históricos que remontam ao período do ouro. Além das cachaças, a Pedra Branca também produz rapadura e melado, ingredientes essenciais na cultura gastronômica local.


O melado da Pedra Branca é vendido tanto na destilaria quanto em diversos pontos do centro histórico de Paraty. Um de seus usos mais tradicionais é no manuê de bacia, um doce típico da região feito com fubá, farinha de mandioca, melado e gengibre resultando em um bolo denso e aromático. Essa receita tradicional atravessa gerações, mantendo viva a memória afetiva dos sabores paratienses.
O restaurante Casa Paratiana, idealizado pela chef Ana Bueno, é um verdadeiro refúgio da culinária caipira, localizado ao lado do alambique da cachaça Paratiana, no bairro da Pedra Branca. O ambiente charmoso, decorado com móveis antigos e fotografias históricas, proporciona uma imersão cultural na tradição gastronômica do Vale do Paraíba.


Entre os pratos mais emblemáticos está o porco na lata, um método antigo de conservação da carne que remete aos tempos dos tropeiros. Outra iguaria de destaque é o arroz caldoso de frango com quiabo, que resgata os sabores da cozinha mineira em perfeita harmonia com os coquetéis preparados com as cachaças produzidas no alambique ao lado. A Casa Paratiana é uma parada essencial para os amantes da cachaça, das gastronomia e da coquetelaria brasileira.
A Coqueiro é a destilaria mais antiga de Paraty, com registros que remontam a 1803. Sob o comando da família Mello, o alambique se destacou por ser o primeiro a produzir formalmente a aguardente Gabriela Cravo e Canela, uma infusão de especiarias que conquistou popularidade após as filmagens do longa-metragem baseado no romance de Jorge Amado, em 1983.


Foi a partir dessa aguardente de cana que nasceu o drink Jorge Amado, uma combinação de Gabriela, limão, maracujá e gelo. Criado oficialmente por Camila Paiva em 2007, durante um festival de cachaça em Paraty, o coquetel rapidamente se tornou um ícone da cidade. Hoje, provar um Jorge Amado é uma experiência obrigatória para quem visita Paraty.
Localizado em Paraty, o Engenho D’Ouro inovou a produção de cachaça ao adotar a destilação à vácuo em 2018, tecnologia desenvolvida pelo engenheiro Ricardo Zarattini. Esse método permite uma destilação em temperaturas mais baixas, preservando aromas naturais e garantindo um sabor mais suave e refinado.


Outro diferencial da destilação à vácuo é o uso exclusivo de equipamentos de aço inoxidável, evitando compostos indesejados (azinhavre) no produto final. Essa inovação posiciona o Engenho D’Ouro como um dos grandes expoentes da produção de cachaça artesanal paratiense, unindo tradição local e tecnologia para elevar a qualidade da bebida brasileira.
A aguardente Azuladinha é uma tradição centenária de Paraty, conhecida por sua tonalidade azulada adquirida naturalmente durante a destilação com folhas de mexerica. A técnica artesanal remonta às antigas cachaçarias da cidade, preservando um saber tradicional transmitido ao longo das gerações.
Recentemente, um documento histórico foi encontrado no paradisíaco alambique da Maria Izabel, revelando registros que comprovam as origens dessa aguardente centenária. Trata-se de uma carta datada de 19 de janeiro de 1866, que detalha o estoque da bebida conhecida como Laranjinha Celeste, destinada ao envio para a corte portuguesa. O documento evidencia a longa tradição da receita e, ao final, registra-se a encomenda de 28 garrafões da bebida.


A descoberta desse documento reforça a importância histórica da Azuladinha na cultura cachaceira de Paraty, consolidando sua relevância como um símbolo da produção artesanal da região. Seu legado atravessa séculos, preservando a autenticidade e a identidade da aguardente brasileira.
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O Mapa da Cachaça é um projeto cultural e educativo criado com o objetivo de divulgar e valorizar a cachaça, que é um patrimônio cultural e um dos símbolos da identidade brasileira.
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