No Jiquitaia, o Jamburana é um dos drinks com maior saída e popularidade entre os clientes. A receita tem como inspiração o Moscow Mule, coquetel clássico dos anos 50 que vem ganhando fama entre os bartenders e consumidores de vários bares brasileiros. A releitura foi criada em 2014 pelo especialista em cachaças Paulo Leite e leva dois ingredientes nacionais de forte identidade e expressão: cachaça e jambu.

Tendo como a base a cachaça Princesa Isabel Jiquitaia, um blend especial feito com curadoria de Nina Bastos, a receita leva na espuma um denso xarope de flor de jambu, feito no próprio bar, o que configura uma sensação de ‘formigamento’ nos lábios e língua – o que torna tudo mais divertido.
Quando criou a receita, Paulo Leite usava uma cachaça de Alagoas, a Caraçuípe jequitibá-rosa, uma cachaça de perfil mais neutro que substituia bem a vodca. Na época, a receita levava o nome de Mula do Alagoas e compunha uma carta com diversas releituras de clássicos da coquetelaria que levavam como base cachaça.
Eu buscava inspiração nos clássicos da coquetelaria. No Sagarana, meu antigo bar o cardápio era repleto de releituras de clássicos internacionais tendo a cachaça como base. Eu tenho uma plantação de jambu em casa que me inspirou também em usar a planta brasileira para essa reinterpretação do Moscow Mule. A carta também tinha clássicos da coquetelaria brasileira como Caipirinha, Rabo de Galo, Bombeirinho e Macunaíma.
Paulo leite

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Paulo Leite é profissional de bar, agrônomo, pós graduado em tecnologia da cachaça pela UFLA e consultor de fermentados e destilados.
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