Em 2018, a Princesa Isabel decidiu fazer algo que pouquíssimos alambiques no Brasil se dispõem a assumir com clareza: colocar a variedade da cana no centro da narrativa sensorial. Nascia ali a Princesa Isabel Cana Caiana, uma cachaça “nova” (sem madeira como protagonista) que chamou atenção pelo caráter aromático, pela doçura natural e por uma sensação de cana muito presente — daquelas que ficam na memória de quem provou.
O tempo passou, o primeiro lote ganhou status de “garrafa exclusiva”, e o segundo lote virou espera. Agora, essa história ganha capítulo novo: a Princesa Isabel anuncia o Lote 2 da Cana Caiana (Ano 2026 | Safra 2023) — limitado, raro e com a mesma proposta de fazer a cana falar mais alto.
No Mapa da Cachaça, a gente chama de Escola Varietal a filosofia que exalta a relevância da cana-de-açúcar na definição das características sensoriais das cachaças puras ou novas. É uma abordagem que foge do óbvio: em vez de deixar a madeira conduzir a conversa, o produtor escolhe a dedo a matéria-prima e assume a variedade como assinatura, muitas vezes destacando também o conceito de safra no rótulo.
É exatamente aí que a Cana Caiana entra como caso exemplar. O próprio produtor Adão Cellia resume essa convicção de forma direta:
“Não temos dúvida nenhuma que as diferentes variedades da cana influenciam e interferem significamente na qualidade e diferenças da cachaça, a cana tem esse papel extremamente relevante! No caso da Caiana, ela já é conhecida aí por resultar em uma cachaça diferente, com muito sabor de cana”.
Adão Cellia, produtor da Princesa Isabel
E há também o lado “difícil” — que, no fim, é o que torna o resultado ainda mais valioso. Pedro Cellia, filho de Adão explica por que é raro encontrar cachaças com essa varietal:
“A Cana Caiana é uma cana mole… é uma cana não muito utilizada em alambiques de grande porte, porque ela tem particularidades na agricultura que são difíceis, ela não amadurece de forma homogênea e tem um BRIX muito mais baixo e daí é muito raro de você achar cachaças com ela”.
Ou seja: a raridade não é marketing — é agronomia. É cana que exige leitura de campo, timing e decisão técnica.
Outro ponto que vale destacar é como essa linha se aproxima de um raciocínio típico do vinho: safra, lote, variação natural, identidade da matéria-prima. O próprio Pedro define a intenção do projeto sem rodeios:
“Esta é uma cachaça conceitual! Temos uma intenção de dar a oportunidade ao consumidor de poder provar cachaças de canas diferentes e ter essa experiência…”.
Pedro Cellia
Esse é o espírito do Lote 2: não é “volta por nostalgia”. É continuidade de um projeto que acredita que cachaça pode ser território, processo e cana — antes de ser madeira.

Pedidos: +55 27 99256-9043 ou [email protected]
video e fotos: arquivo do produtor
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O Mapa da Cachaça é um projeto cultural e educativo criado com o objetivo de divulgar e valorizar a cachaça, que é um patrimônio cultural e um dos símbolos da identidade brasileira.
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