Sorbet de cajuzinho-do-cerrado com cachaça

  • Publicado 2 semanas atrás

Receita de Rita Medeiros: sorbet artesanal de cajuzinho-do-cerrado servido com dose de cachaça Vibra Brasil Amburana e compota agridoce. Uma sobremesa que celebra a biodiversidade do Cerrado brasileiro.

O cerrado brasileiro em uma taça

O sorbet de cajuzinho-do-cerrado com cachaça é uma sobremesa que celebra dois ingredientes genuinamente brasileiros em uma combinação de sabor e identidade. Criada por Rita Medeiros, proprietária da sorveteria Sorbê em Brasília e pesquisadora do projeto Plantas do Futuro do Ministério do Meio Ambiente, esta receita transforma uma fruta silvestre do Cerrado em uma experiência gastronômica sofisticada e refrescante.

O cajuzinho-do-cerrado (Anacardium humile) é uma fruta completamente diferente do caju convencional. De porte humilde — seus frutos medem no máximo três centímetros —, ele é obtido exclusivamente por extrativismo junto a comunidades tradicionais da região. Seu sabor, no entanto, é inigualável: intenso tanto em doçura quanto em acidez, características que fazem dele uma matéria-prima perfeita para sorbets artesanais.

Sorbet de cajuzinho-do-cerrado com cachaça e compota agridoce - receita de Rita Medeiros

Sorbet de cajuzinho-do-cerrado com cachaça

Rita Medeiros
Receita de Rita Medeiros (Sorveteria Sorbê, Brasília): sorbet artesanal de cajuzinho-do-cerrado servido em taça alta com dose de cachaça e compota agridoce feita com o bagaço da fruta. Uma sobremesa refrescante que celebra a biodiversidade do Cerrado brasileiro.
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Prep Time 20 minutes
Cook Time 7 minutes
Congelamento 2 hours 40 minutes
Total Time 3 hours 7 minutes
Servings 6 porções
Calories 195 kcal

Equipamentos

Ingredientes
  

Sorbet

Para servir

Instruções
 

  • Bata no liquidificador o cajuzinho-do-cerrado com a água, passando em seguida por uma peneira, extraindo completamente o suco. Reserve o bagaço para a compota.
  • Leve o suco novamente ao liquidificador junto com 100 gramas de açúcar, a glucose em pó e o sal. Bata até a completa dissolução de todos os ingredientes, por mais ou menos cinco minutos.
  • Despeje a mistura em um refratário de vidro e leve ao freezer por mais ou menos quarenta minutos.
  • Retire do freezer e bata bem na batedeira. Retorne ao freezer para completar o processo de congelamento por mais ou menos duas horas, repetindo o procedimento de rebater a mistura na batedeira a cada meia hora. Dispense esse processo se usar uma sorveteira caseira.
  • À parte, faça uma mistura agridoce com o bagaço do cajuzinho, cozinhando-o com o açúcar restante (50 g) e sal a gosto. Cozinhe até encontrar o ponto, isto é, até que se veja o fundo da panela, ou por mais ou menos sete minutos em fogo médio. Deixe esfriar bem.
  • Na hora de servir, coloque uma bola do sorbet em uma taça alta e por cima uma dose de cachaça de boa procedência. Finalize colocando por cima de tudo uma colher de sobremesa da compota agridoce de cajuzinho. E, se achar necessário, algumas folhinhas de hortelã.

Anotações

Cajuzinho-do-cerrado e caju são frutas diferentes. O cajuzinho-do-cerrado é o Anacardium humile, de pequena estatura, obtido por extrativismo. Se não encontrar, substitua por caju comum.

Nutrition

Serving: 1gCalories: 195kcal
Keyword Frutas do cerrado, Sobremesa com cachaça, Sorbet artesanal
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Técnica de sorveteria artesanal

A receita de Rita Medeiros utiliza uma técnica acessível para quem não possui sorveteira: o suco do cajuzinho é batido com açúcar e glucose em pó, congelado em refratário de vidro e depois rebatido na batedeira a cada meia hora durante cerca de duas horas. Esse processo de congelamento e batimento repetido incorpora ar à mistura e quebra os cristais de gelo, resultando em uma textura cremosa e aveludada mesmo sem equipamento profissional. A glucose em pó é o segredo técnico que garante maciez ao sorbet, reduzindo o ponto de congelamento da mistura.

O toque da cachaça e a compota agridoce

Na hora de servir, o sorbet ganha uma dose generosa de cachaça Vibra Brasil Amburana, que adiciona toques aromáticos de especiarias à sobremesa. Por cima, uma compota agridoce feita com o bagaço do próprio cajuzinho — cozido com açúcar e sal até atingir o ponto — traz textura e um contraste de sabores que eleva o prato. Folhinhas de hortelã fresca completam a apresentação, adicionando frescor e cor.

Vibra Brasil Amburana

A Vibra Brasil nasce de uma parceria entre o empresário Givago Alvarenga — mineiro de origem, goiano por adoção — e o Engenho Néctar do Cerrado, conduzido pelo agrônomo Walter Cunha em Monte Alegre de Minas. O portfólio é construído em torno das madeiras brasileiras, cada uma explorada como uma expressão distinta do Cerrado. Na Amburana, o perfil surpreende: em vez da doçura pronunciada associada à madeira, o destilado entrega um caráter mais vegetal e terroso — floral, argila, musgo, mel no nariz, e um paladar de fruta verde e especiarias com sensação condimentada e amadeirada. Retrogosto médio com alguma complexidade.

Biodiversidade e gastronomia

Este sorbet é um manifesto pela valorização da biodiversidade brasileira. Rita Medeiros trabalha diretamente com comunidades tradicionais do Cerrado que coletam as frutas, criando uma cadeia sustentável que preserva o bioma e gera renda. Como ela mesma diz: “Estamos criando uma nova oportunidade para que as pessoas conheçam sabores completamente diferentes, que fazem parte da nossa cultura”. Servir este sorbet com cachaça é celebrar o melhor do Brasil em uma taça.