No 21 de maio comemora-se o dia da Cachaça Mineira, e no 24, o dia Nacional do Café. Duas bebidas em destaque na produção gourmet do país, e que têm em comum uma região: Minas Gerais. O estado é lar da maior produção artesanal de Cachaça, e também líder nos rankings que avaliam a bebida. Como se não bastasse, também é lá que está a primeira região a ter Indicação Geográfica no café: a região do Cerrado Mineiro.

Localizado no noroeste do estado, o Cerrado vem se profissionalizando na produção da bebida gourmet, e é hoje reconhecido como produtor de excelência (saiba mais sobre a região neste post do especialista Ensei Neto). A Indicação Geográfica (IG) é uma espécie de patente que só pode ser utilizada por um produtor daquela região, se ele seguir aqueles determinados padrões (saiba mais sobre a Indicação Geográfica da Cachaça). Recentemente, Minas Gerais conseguiu o selo IG para a região de Salinas, o que fortalece a bendita como tão ou até mais famosa que o café mineiro.
Uma curiosidade é que nem a Cachaça nem o café mineiros de qualidade foram sempre os mais famosos. Como conto em meu livro (“De Marvada a Bendita”, Ed Matrix, R$24,00), Minas Gerais já foi lar para alambiques que produziam cachaça ruins. Na época da corrida do ouro, os alambiques de lá não eram famosos pelo cuidado na produção. Um século dali, o café teria destaque em São Paulo durante a República do Café-com-Leite. Hoje, no entanto, a situação é completamente diferente: o estado é até responsável pelo destaque destes produtos no país e no exterior.
Para comemorar ambas as datas, o Mapa da Cachaça sugere um drink com café que casa muito bem estas duas bebidas.
Utilizamos uma Cachaça mineira premiada e tradicional, envelhecida em carvalho e bálsamo (40º. G.L). E, para honrar o café do estado e a Cachaça, escolhemos uma marca chamada Madame D’Orvilliers, do Cerrado, em grãos. Conhecido por uma baixa acidez aliada a um corpo intenso, o café do cerrado têm notas de caramelo e nozes, e vai muito bem com as notas do carvalho e a suavidade de Cachaça escolhida.

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Renato é publicitário e mestre em Comunicação pela USP. Escritor, lançou “De Marvada à Bendita” em 2011. Colaborou com o Mapa da Cachaça e coordenou um projeto de branding para a cachaça na Oz Estratégia + Design. Atua há mais de 15 anos com estratégia de marca.
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