Hoje é motivo de orgulho para o brasileiro ter um drink nacional, e nos temos: a Caipirinha. Ela, de certa forma, representa não apenas um coquetel, mas também a própria cultura do brasileiro.
A Caipirinha é um ícone da cultura brasileira e uma presença constante em celebrações e momentos de descontração. Esse drinque, que é o terceiro mais consumido no mundo e o mais consumido no Brasil, encanta tanto os brasileiros quanto os turistas que visitam o país. A combinação simples e refrescante de limão taiti, gelo, açúcar e cachaça é inconfundível e inigualável.
Embora existam variações que utilizam outras frutas como morango, caju e abacaxi, a receita tradicional da melhor Caipirinha deve sempre incluir o limão taiti. Essas versões alternativas, embora deliciosas, não carregam o mesmo peso cultural e histórico da original. Por essa razão, muitos defendem que esses drinques deveriam ser chamados de “Caipifruta”, diferenciando-os da clássica Caipirinha.
A popularidade da Caipirinha reflete a alma brasileira: alegre, vibrante e acolhedora. Cada gole é um convite para conhecer mais sobre a riqueza e a diversidade do Brasil. Propor que as variações sejam chamadas de “Caipifruta” não é apenas uma questão de nomenclatura, mas também um reconhecimento do valor e da tradição que a verdadeira Caipirinha representa. Ao mantermos essa distinção, preservamos uma parte importante da nossa herança cultural e garantimos que a Caipirinha continue a ser celebrada como um símbolo do Brasil.
É por isso que não entendemos quando alguém vai num bar e pede uma caipirinha com vodca, a chamada Caipiroska. Ou uma Caipiríssima, aquela que troca a caninha por rum. E que tal um Caipisaque? Saquê?! Que nem destilado é! Sabemos que gosto não se discute, mas não deixe de experimentar a melhor Caipirinha, aquela feita com cachaça, só por conta de modismos.
Se temos uma cachaça boa em casa ou no bar por que não usá-la para fazer uma excelente caipirinha? É a maneira correta de se servir esse drinque excepcional. Mas preste atenção, assim com o limão-taiti deve estar maduro e brilhante, a cachaça tem que ser de qualidade – não dá pra fazer uma caipirinha com cachaça vagabunda é achar que é uma boa ideia, entendido?

Como falamos a cachaça além de deliciosa é uma representante da cultura brasileira. Nós não sabemos exatamente quando começou essa relação de amor entre o brasileiro e a Caipirinha, mas nas pesquisas do Mapa da Cachaça encontramos algumas hipóteses.
Num papo com o historiador paratiense Diuner Mello, descobrimos um documento de 1856 que relata as medidas tomadas por conta de uma epidemia de cólera na região. Entre os registros, está uma carta do engenheiro civil João Pinto Gomes Lamego que apresenta uma receita que daria origem ao que hoje chamamos de Caipirinha.
“…por isso, tenho provido que a necessidade obrigou a dar essa ração de aguardente temperada com água, açúcar e limão, a fim de proibir que bebessem água simples.”
(Registro de Oficios da Câmera Municipal, pag. 139 , 1856).
Hoje, a receita de décadas atrás é protegida pelo Decreto nº 6.871, de 2009:
A bebida prevista no caput, com graduação alcoólica de quinze a trinta e seis por cento em volume, a vinte graus Celsius, elaborada com cachaça, limão e açúcar, poderá ser denominada de caipirinha (bebida típica do Brasil), facultada a adição de água para a padronização da graduação alcoólica e de aditivos.
Para fazer a receita da melhor Caipirinha possível, pedimos ajuda para o mestre Derivan, um dos maiores conhecedores do tema.

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Mestre Derivan (Derivan Ferreira de Souza, 1955–2023) foi o bartender que transformou a cachaça em linguagem internacional ao garantir o reconhecimento da Caipirinha e do Rabo de Galo pela IBA, consolidando o destilado brasileiro no mapa mundial da coquetelaria.
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