O louro-canela é um nome popular guarda-chuva das Lauraceae brasileiras — a mesma família da canela e do abacate — usado de forma pontual no envelhecimento e ainda pouco estudado.
A árvore
“Louro-canela” não designa uma única espécie: é um nome vernacular aplicado a várias Lauraceae dos gêneros Ocotea e Nectandra (como a canela-guaicá, Ocotea puberula, e as canelas-amarelas do gênero Nectandra). São madeiras nativas, muitas de folhas aromáticas quando amassadas. Como o nome se confunde entre espécies, o ideal é sempre identificar botanicamente a madeira usada.
Na cachaça
Dados específicos do louro-canela na cachaça são muito escassos — a madeira aparece em listas gerais, mas não nos estudos científicos de envelhecimento. Como Lauraceae, tende a ser rica em óleos essenciais e compostos aromáticos, cujo perfil varia bastante conforme a espécie.
Perfil sensorial
Para a canela-amarela (Nectandra), um dos “louros” mais descritos por produtores, relata-se cor amarelo-âmbar e um perfil levemente adocicado e frutado, com notas de cravo, canela e amadeirado. São descrições qualitativas, não de estudo acadêmico.
Bom saber
Cuidado com a espécie: algumas Lauraceae (como a própria canela-sassafrás) contêm safrol ou metileugenol, compostos sob escrutínio toxicológico. Sem identificação botânica precisa, não é possível garantir a segurança do extrativo do “louro-canela”.
Conheça abaixo todas as cachaças envelhecidas em louro-canela mapeadas pelo Mapa da Cachaça.
Ficha rápida: Família: Lauraceae (Ocotea/Nectandra) · Cor: amarelo-âmbar · Sensorial: cravo, canela, adocicado (variável) · Origem: florestas brasileiras (nativa)
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